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Quebrou o punho?

Muito comum após uma queda, a pessoa ao tentar apoiar a mão para evitar bater a cabeça, ter uma fratura (quebra) do punho.

Essas fraturas são bastante comuns, correspondendo a um sexto de todas as fraturas atendidas nos ambulatórios de traumatologia.

O punho é composto de 8 pequenos ossos distribuidos em duas fileiras. Fileira proximal: Escafóide, semilunar, piramidal e pisiforme e a distal: trapézio, trapezóide capitato e hamato. Dois ossos do ante braço, rádio e ulna.

Sua forma, articulações e disposição permite movimentos de lateralidade, rotação, extensão e flexão.

As fraturas da extremidade distal dos ossos do punho são conhecidas de longa data e leva o nome de fratura de Colles.

Escafoide

Causas: Ocorre com frequência em crianças, geralmente de 6 a 10 anos, e em pessoas idosas, principalmente em mulheres acima dos 50 anos, em decorrência da osteoporose. A causa mais comum é uma queda leve sobre a mão espalmada, onde a extremidade distal do rádio (osso do antebraço) sofre o impacto, e o fragmento ósseo se desloca posteriormente e lateralmente.


O escafóide com 78% e o piramidal com 13% são os ossos mais frequentemente fraturados.
Algumas doenças ou estados podem favorecer as fraturas como a osteoporose por exemplo.

Sinais e sintomas: Edema (inchaço), hematoma (roxo), dor, deformidade e impotência funcional (dificuldade em realizar alguns movimentos) são os sintomas frequentes de quase todas as fraturas.

Diagnóstico: O principal diagnóstico é feito pelo raio-X (radiografia).

Primeiros Socorros:

1. Tranquilize a vítima.

2. Imobilize o punho fraturado colocando o braço junto ao corpo. Imobilize o braço contra o abdome ou tórax. O braço pode ser imobilizado com uma camisa ou jaqueta, ou então utilizando toalhas ou lençóis para evitar a movimentação dos ossos.

3. Aplique uma compressa de gelo no punho para reduzir o inchaço.

4. Transporte a vítima para um local de atendimento médico de emergência.

Não se deve: Tentar mover o punho ou a mão

Tratamento Fisioterapêutico: Inicialmente, o tratamento mais indicado é o conservador ortopédico por redução sob anestesia e gesso mantido em um período de 4 a 5 semanas.
Nas primeiras semanas (com o paciente ainda gessado), é pertinente que o fisioterapeuta observe se as falanges (dedos) do paciente permanecem muito edemaciadas (inchadas). Neste caso, é indicado que o paciente permaneça algum tempo com o braço em posição de drenagem (para cima) para que o líquido intersticial seja melhor drenado pelos vasos linfáticos.

A mobilização ativa das falanges e a contração isométrica intermitente podem ser utilizadas o mais precoce possível a fim de promover recrutamento das fibras musculares responsáveis, ou seja o paciente deve movimentar o máximo possível os dedos.


Após a retirada do gesso:

- Mobilização de carpos, metacarpos, falanges (movimentar bem todas articulações dos dedos );

- Alongamento passivo de flexão (punho para baixo) e extensão (punho para cima ), desvios radial (virar o punho para o lado do dedão) e ulnar (virar a mão para o lado do dedinho), pronação, supinação (respeitando o limiar álgico (de dor) do paciente);

- Contrações isométricas . 

- Laser

- Eletroterapia 

- Hidroterapia

- Crioterapia (gelo).

Reabilitação: Independente do tratamento utilizado para esta fratura, o paciente provavelmente será encaminhado à fisioterapia.

Objetivos da fisioterapia:

• Alívio da dor;

• Controlar o edema (inchaço) presente nas primeiras semanas;

• Ganhar mobilidade do punho, dedos, cotovelo e ombro;

• Ganhar força muscular assim que a mobilidade estiver
recuperada.


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