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Ter, 18 de Outubro de 2011 17:08

Elogio aos medíocres – Jegue Osias

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Em uma fazenda no interior de Minas, na verdade um sítio, mas... Sendo sincero mesmo, uma chacrinha, vive um jegue teimoso. Chamado pelo dono da chacrinha de Osias, o jegue, burro que só ele, mal sabe pastar. Na verdade nem pasto de qualidade a chacrinha possui, uma verdadeira espelunca. Só resta um pouco de mato espinhento, em meio ao solo arenoso e mal tratado. Para Osias, jegue burro e medíocre, tanto faz, está bom até demais. Claro, nada de errado para um jegue de visão limitada e inteligência inexistente.

Publicado em Colunas
Qui, 28 de Julho de 2011 10:26

O cara ruim de bola

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Se existe algo que todo brasileiro que se preze deva saber fazer bem, é jogar futebol. Desde que começa a dar os primeiros passos, os meninos já começam a correr e chutar uma bola, ou qualquer objeto que seja remotamente esférico. A habilidade para driblar também começa a ser treinada logo cedo, podem acreditar, todos temos um Garrincha dentro de nós. Os treinos costumam ser realizados sempre que o garoto apronta alguma. A habilidade para correr da mãe que está com o chinelo na mão, desviando de móveis enquanto aplica alguns “olés” na velha é sensacional. Tal habilidade é extraordinária, chega até a ser um fenômeno, pode perguntar para qualquer Ronaldo. Tais fundamentos fazem toda a diferença na hora de entrar em campo. Criança comportada dificilmente se torna um grande jogador de futebol.

Publicado em Fugindo da Hipocrisia
Ter, 08 de Fevereiro de 2011 20:42

A incrível arte de destruir!

Na semana que passou fiquei um tanto quanto perplexo ao analisar mais a fundo algo que todos nós sabemos muito bem. Na verdade é algo que se tornou tão comum em nosso cotidiano, que nem nos damos conta do quanto ele é prejudicial e triste para toda uma sociedade. Eu estou falando da arte de destruir, sim, arte, da mais alta complexidade.

Infelizmente no Brasil, boa parte de nossa população parece ter prazer em ver a destruição de propriedades particulares alheias, as públicas então nem se fala. Destroem tudo por tudo quanto é motivo. Eu pelo menos fui educado com vistas a preservar o que é de uso público e respeitar o que é dos outros. Em meus 32 anos de vida foi comum me deparar com orelhões quebrados, muros pichados, bancos depredados, monumentos abandonados e atacados. O brasileiro destrói o que é dele, destrói a sua própria paisagem. Será isso uma sina? Cada vez mais perco a fé de que um dia o povo brasileiro poderá ser de verdade um povo pacífico e mantenedor da paz e boa educação.

Ano passado gargalhei de forma sádica ao ver dois pichadores que flagrados pela polícia e uma equipe de reportagem, caíram de uma altura de cerca de 20 metros enquanto pichavam a fachada de um edifício.

Desculpem-me os mais puritanos, mas não tive como ter outra reação. Quem procura acha, e os marginais acharam.

Pichar o patrimônio público é crime, depredá-lo idem, e deveria ser punido no rigor da lei. Imagino como se sente uma pessoa que pintou o muro de casa, com uma tinta que deixasse a paisagem e o ambiente mais agradável para o bairro todo. Aí passa um maldito de um mano, com o boné virado para trás, camiseta de alça, bermudão e tênis furtado. A cabeça do vagabundo já fica imaginando as besteiras que irá escrever no muro novinho em folha. Na verdade um filósofo da miséria alfabética, educativa e humana brasileira. Imagino não, vejo na verdade frases como esta:

- Aí mano, é nois que tá.

Ou algo do tipo:

Vardimira, meu corassão é teu.

Pois é amigos, os erros de português são na verdade o mínimo se comparados a tantas pessoas ignóbeis. Abaixo postei a foto de um monumento em homenagem ao local em que foi fundado o São Paulo FC, a peça bem feita e trabalhada, independente da paixão clubística, deveria ser preservada. Mas não, foi melhor enfiar a marreta e arrebentar tudo, está no sangue, é ou não é? São com pessoas que cometem tais crimes diariamente que somos obrigados a conviver.  Não podemos mais ter praças bem iluminadas, com lâmpadas imponentes, pois algum FILHO DA PUTA irá atirar uma pedra e quebrá-la. Não podemos ter bons banheiros públicos, pois algum VAGABUNDO irá fazer seus dejetos nas paredes. Temos uma escória de esgoto em nosso país. E o pior, a sujeira só aumenta, e a sociedade não está dando conta de limpar. O prejuízo é todo nosso, que pagamos impostos e tentamos levar uma vida decente. Fico imaginando levar algum amigo japonês que conheci no Japão para visitar o país e explicar porque destruímos tanto o que é nosso...

E que não me venham aqui defender vagabundos e vagabundas, já estou cheio de pessoas que só sabem passar a mão na cabeça de infratores. Está na hora de pensarmos em nosso bem, não no bem de marginais. E que não me venham aqui com aquela velha história da pobreza, da falta de oportunidades e por aí vai. Vivo no Japão, e muitos brasileiros que aqui vivem se comportam até de forma pior que no Brasil, envergonhando a todos nós que estamos pelo arquipélago. Já visitei países mais pobres que o Brasil, como a Indonésia, por exemplo, e pude constatar que eles são mais educados e não destroem o patrimônio público e particular.

A falta de educação está na veia de muitos em nosso país, e algo só irá melhorar, quando o doente aceitar que está doente.

Daniel Gimenes

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Publicado em Fugindo da Hipocrisia
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