Onde já se viu matar por legítima defesa, cadeia nele!

Nos últimos dias eu até que estava otimista. O Brasil parecia estar de fato melhorando, pelo menos em questão de justiça. Não, nada de relevância aconteceu, nenhuma rebelião para a tomada do congresso, nenhum deputado foi enforcado em praça pública ou linchado. Eu me refiro ao caso da pobre moça Eloá, no qual o seu assassino, o ex-namorado Lindemberg Alves Fernandes, este mesmo com nome de laboratório alemão, foi condenado até a próxima era glacial. Claro, ele só cumprirá 30 anos de cadeia pela lei brasileira. A advogada do meliante deu uma entrevista afirmando que o sujeito é trabalhador, honesto, e boa pessoa. É... Deviam prender advogados como esta senhora, pois ofensa ao cérebro das pessoas também deveria ser crime também.
Para que serve a Al Qaeda se temos nossos políticos?

O desabamento dos três edifícios no Rio de Janeiro semana passada, me fez mais uma vez não acreditar em meus olhos e ouvidos. Três prédios simplesmente desabaram, o principal deles com 20 andares... Simplesmente caem, matam, e sabe de uma coisa, vai ficar por isso mesmo... O engenheiro responsável pela obra, o Sr. Paulo Sérgio da Cunha Brasil (que sobrenome mais apropriado) já está tentando tirar o dele da reta. Desmentiu as testemunhas com a maior arrogância e prepotência do mundo, falou que não foi contratado para a obra... Cadê os órgãos sexuais competentes para tratar uma tragédia como esta com o rigor que ela merece? Eu disse órgão sexual mesmo, pois é apenas com isto que os políticos, presidentes, diretores e sabe-se mais lá o que neste país parecem se preocupar.
Entre outras mil, és tu, Brasil, ó pátria amada!

Longe de mim querer afirmar que apenas no Brasil acontecem coisas bizarras, graças a Deus temos China, Japão e Estados Unidos para dividir a fama conosco, segundo as últimas notícias veiculadas no Globo.com, é claro. Mas, que este último caso da simulação de assassinato com ketchup, ocorrido na megalópole de Pindobaçu em Caetano Veloso state, beirou o cúmulo do ridículo.
Explicando melhor, um sujeito foi contratado para passar a peixeira em uma quenga arretada. A infeliz da contratante pagaria a fabulosa quantia de 1000 reais para que o cabra macho desse cabo da pobre coitada, que segundo ela, esta com gracinhas com seu “home”. Pois bem, no meio do caminho tudo mudou, Carlos Roberto de Jesus, vai vendo, de Jesus, imagine se fosse do capeta... Pois então, o jagunço de esquina se engraçou com a tal da vítima, a distinta Iranildes Arruda. Os dois então capricharam no “nheco nheco”, e resolveram pegar a grana do “serviço” e rachar entre eles. Para tanto, precisavam formalizar o trato com uma foto do “presunto”. Nada mais natural que fingir o assassinato, com a suposta vítima parecendo um Misto-Quente afogado em ketchup.
Com tamanha engenhosidade, a dupla enviou a foto para a contratante, que pagou o valor combinado e depois foi informada que a quenga estava vivinha da silva, ou melhor, da Arruda. Foi então que Nilza Pereira Simões, uma psicopata de vila, resolveu defender seus direitos conforme o código de defesa do consumidor. Foi até o forte mais próximo e reclamou com o Xerife que tinha sido roubada. Investigação vai e vem, logo descobriram que a “Nirza” era na verdade a mandante do crime que não ocorreu. Pois bem, resolveram prendê-la por tentativa de assassinato e os dois pombinhos, agora ricos, com uma poupança de 500 reais cada, indiciados por estelionato.
Ricos e presos, o casal agora deve pensar em como administrar a fortuna repartida entre ambos enquanto estiverem no xadrez, claro, para fazer um pé de meia para quando saírem. Ficarão espertos obviamente com a dona “Nirza”, pois das duas uma, ou ela pode pagar os serviços de alguma “empresa” de matadores de “aluguer” mais competente, ou ela denuncia o Carlos Roberto do Capeta no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Imagine só a cena, a “Nirza” chegando com um vestido preto, com estampas de girassóis, no balcão do órgão genital público e diz:
“Óia aqui uma coisa seu moço, quero denunciá um cabra da peste que não trouxe a defunta e ainda levou a bolada. Ou vosmicê dá conta de prender o safado ou eu mesmo passo a peixeira nos dois!”.
É isso aí, Brasil sil sil sil!
Daniel Gimenes
Democracia...

Esta palavra simples e de fácil compreensão vem sendo constantemente deturpada pelos poderosos mandatários dos países latino-americanos. Tais deturpações conferem uma pantomima ao jogo político de continente, no qual a população pensa que de fato participa, e os governantes fingem que governam para o povo, função pelas quais foram eleitos. Hugo Chavez através de pressão política, pagamento de propinas, prisão e até mesmo assassinato de opositores muda a constituição da Venezuela ao seu bel prazer. Chavez se perpetua no poder com seus ultrapassados ideais de fazer a revolução bolivariana para as Américas, seguindo premissas comunistas de ditadores como Stalin e os ideais de alguns inconsequentes como Che Guevara.
O cara ruim de bola

Se existe algo que todo brasileiro que se preze deva saber fazer bem, é jogar futebol. Desde que começa a dar os primeiros passos, os meninos já começam a correr e chutar uma bola, ou qualquer objeto que seja remotamente esférico. A habilidade para driblar também começa a ser treinada logo cedo, podem acreditar, todos temos um Garrincha dentro de nós. Os treinos costumam ser realizados sempre que o garoto apronta alguma. A habilidade para correr da mãe que está com o chinelo na mão, desviando de móveis enquanto aplica alguns “olés” na velha é sensacional. Tal habilidade é extraordinária, chega até a ser um fenômeno, pode perguntar para qualquer Ronaldo. Tais fundamentos fazem toda a diferença na hora de entrar em campo. Criança comportada dificilmente se torna um grande jogador de futebol.
O que temos de aturar no Brasil...
Cada vez mais eu me pego pensando até onde vai o limite da falta de vergonha na cara dos nossos políticos. Que já roubam em demasia, que não possuem caráter, que são falsos e por aí vai, isso já é de consenso público. As manobras que fazem nos bastidores então, na cara de todos, é algo que me faz perder o norte, perder na verdade a esperança de que algo ou que alguém possa vir a tentar melhorar o país de fato. Para falar a verdade ainda não sei por que tenho alguma esperança. Será que sou uma espécie de Jó, assim como a maior parte do povo brasileiro?

E tem jeito? Se tiver, fuja do jeitinho...

Ano após ano, vemos a sociedade brasileira ser degradada pelos problemas sociais e políticos do qual passamos. Apesar de todo desenvolvimento econômico, ainda continuamos com velhos vícios do passado e pouco têm sido feito no sentido de exterminá-los. O pior de tudo, é que na verdade tais vícios apenas crescem cada vez mais, tornando estes fardos pesados, do qual as gerações futuras se encarregarão de carregar e alimentar.
Tragédia de Realengo – O perigo da repetição

Deixei para escrever sobre o louco do Wellington, que já foi sentar no colo do capeta, após a “poeira” baixar um pouco. A cidade maravilhosa já tão marcada pela violência explícita de assaltantes, traficantes e assassinos, tem agora uma página de sangue que inaugura no Brasil a ação de malucos que atiram sem remorso algum em crianças indefesas, ou seja lá quem for. Há muito tempo as escolas deixaram de ser um local do qual os pais deixam os filhos e vão tranqüilos cuidar dos afazeres do dia a dia. A violência escolar, expressada em chacotas, brigas de gangues infanto-juvenis, tráfico de drogas e até prostituição toma conta de alguns recantos do Brasil. Locais estes que deveriam ser zonas sagradas para o estudo e busca do conhecimento, que faz com que toda uma sociedade evolua e se torne de fato digna e respeitável, em todos os sentidos.
Saudades do bom e velho Paulistão!
Quero pedir licença para todo aquele que não tenha nascido no estado de São Paulo, mas hoje vou falar e mostrar um pouco da história daquele que é até hoje o maior campeonato regional do Brasil. O Paulistão já foi muito, mas muito maior, chegou a valer mais para a televisão do que propriamente o Campeonato Brasileiro. Eram praticamente seis meses de pura festa, em turno e returno, oitavas, quartas, semi e finais, com os grandes clubes da capital se enfrentando e fazendo a festa das cidades do interior paulista por onde passavam. Apesar de ainda ser o maior campeonato regional do país, o que temos hoje é apenas uma amostra grátis, daquele que já foi sem sombra de dúvidas um dos títulos mais desejados de um jogador de futebol brasileiro... Ser o grande CAMPEÃO PAULISTA! Não acredita? O Corinthians viveu apenas de títulos paulistas de 1910 a 1989! Foram 79 anos em que o clube do Parque São Jorge só contava em sua sala de troféus com o título regional mais disputado do planeta, eu diria.
A maldita da CBF alongou o Campeonato Brasileiro, o que o tornou maior e mais lucrativo. Nada contra termos um bom torneio nacional, mas de fato em um país com tantos clubes de futebol, de distâncias continentais, ter praticamente matado os campeonatos regionais, acabou com muito da alegria do povão das pequenas e médias cidades do interior, além de capitais de estados mais fracos economicamente falando.
O Paulistão agitava o interior, grandes duelos regionais chamavam a atenção do torcedor. Duelos que envolviam clubes de renome nacional como Guarani e Ponte Preta de Campinas, ou então o Bragantino. Tínhamos também grandes equipes como a Ferroviária de Araraquara e seu uniforme grená maravilhoso. O XV de Piracicaba então era um páreo duro a qualquer momento. O XV de Jaú era osso duro de roer, o galo da comarca, tradicionalíssimo. A Internacional de Limeira e o título que “arrancou” do Palmeiras em 1986. O Novorizontino vinha como um tigre feroz para cima dos grandes. O Noroeste de Bauru, da minha querida e amada Bauru, quantos times fantásticos já teve. Quantas e quantas vezes o Noroeste não atropelou os grandes da capital como uma verdadeira locomotiva. O rival direto do Noroeste, o Marília, time enjoado, encardido de enfrentar. O América de Rio Preto e sua simpática torcida. Comercial e Botafogo colocavam o chopp no gramado. Ribeirão fervia em emoção. O Rio Branco da linda Americana, o União São João de Araras, de grandes craques e campanhas. O São José, todo azul, uma azurra paulista. E da capital, que além dos grandes fervia com Portuguesa e o moleque travesso da rua Javari, o Juventus. Quantos craques, quantas lendas. O interior em festa. Alguns destes times faliram, alguns quase faliram, outros estão sobrevivendo sabe-se lá como. A CBF tornou inviável o futebol pelo interior do Brasil. Com um torneio regional curto, a maioria dos clubes incapazes de disputar as divisões inferiores do Campeonato Nacional por conta dos custos de transporte, simplesmente encerram as atividades no meio do ano. Como manter um plantel desta forma? Como manter a atividade esportiva destas pequenas cidades sem competições de qualidade? Parabéns CBF, parabéns Ricardo Teixeira e bando de sanguessugas do nosso futebol. Vocês além de meterem a mão, acabaram com a alegria do povão.
Daniel Gimenes
Abaixo, grandes momentos do Campeonato Paulista:
Corinthians x Ponte Preta - 1977 – O Corinthians vence a Ponte Preta por 1 a 0 com gol de Basílio e conquista o Paulistão depois de 23 anos sem ser campeão. Este jogo registrou o recorde de público no estádio do Morumbi, 138000 pagantes e 12000 menores e não-pagantes, totalizando 150000 pessoas.
Palmeiras x Corinthians - 1993 – Depois de 18 anos sem vencer nenhum campeonato, o Palmeiras vence o Corinthians por 3 a 0 no tempo normal e 1 a 0 na prorrogação e faz a festa no Morumbi.
São Paulo x Portuguesa – 1985 – O sensacional time do São Paulo de 1985, com Dario Pereyra, Careca, Falcão, Muller, Pita, Silas e companhia vence a Portuguesa facilmente nas duas finais e coroa uma geração de craques.
Santos x Corinthians – 1984 – Serginho Chulapa faz o único gol da partida, o suficiente para o peixe erguer o troféu em pleno Morumbi.
Palmeiras x Internacional – 1986 – O pequeno clube do interior paulista surpreende o verdão, vence por 2 a 1 e levanta a taça!
Bragantino x Novorizontino – 1990 – A final caipira, dois times do interior despacharam as grandes equipes da capital e fizeram a grande final, com o empate em 1 a 1, o Bragantino de melhor campanha durante o ano garantiu o caneco.
Brasil, País Desgraçado
Eu gostei muito, mas muito mesmo da última postagem do meu grande amigo e parceiro de blog aqui no Portal Nippon, o Alexandre Mauj do Lost in Japan. Resolvi pegar carona no tema, aliás, até no título, apenas mudei o país.
A postagem intitulada Japão, País Desgraçado, mostrou como o arquipélago japonês enfrenta a constante fúria da natureza nos mais diversos fenômenos. Explicitou como o país previne-se para evitar que tragédias maiores aconteçam, e orienta a população constantemente para melhor proteção. Não é só isso, o país destina bilhões de ienes para prevenir tragédias, que só em casos extremos terão de ser remediadas. O país desgraçado ao qual o bloguista se refere é obviamente o quadro natural do qual ele possui. E o Brasil? Qual é a desgraça a qual me refiro e todos sabem? O povão? Em parte tem sua culpa também, pois é do seio do povo que saem os políticos. Povo não é só o pobre, a classe média e a alta também formam o povo. O problema está em nós mesmos.
Chega de jargões, chega de eufemismos, está na hora de agirmos com responsabilidade, respeito e educação. Temos de ter qualidade para cobrarmos dos políticos que “nós” colocamos no poder. Nós entre aspas porque de fato eu nunca votaria no Tiririca... Chega de dizer que no Brasil não acontece nada, que não temos desastres naturais. Temos sim, e dos piores eu diria. A maior parte da região Nordeste do nosso território é inabitável por causa da seca. A irrigação poderia salvar a região... Mas ela é feita como manda a cartilha? Não. Ela é possível? Sim. Existem interesses que a impedem? Sim. É a indústria da seca. O sul do país já sofre com as mudanças climáticas mundiais, e um furacãozinho ou outro está ficando um tanto quanto comum... Alguém tem feito algo no sentido da prevenção? Não sei, pelo menos não vi nada até agora de efeito.
O Alexandre foi muito feliz ao explicitar como as autoridades lidam com os problemas do qual passamos, veja uma parte de seu texto:
Por isso te digo: não aceite o discurso das autoridades que dizem "alagou porque choveu hoje o equivalente a um mês". Não repasse essas desculpas velhas, não ache que é algo sem solução.
É falta de vontade política mesmo. E de educação das pessoas, a falta de cidadania.
Quando passam tufões no Japão costuma chover em média 300 mm (para comparação - Rio de Janeiro, enchente de abril de 2010, a maior de todas - 288 milímetros de chuva). E o Japão é um país montanhoso, morro é o que não falta por aqui.
Ou seja, aqui chove mais, fora o vento fortíssimo dos tufões.
E a chuva é por todo o país, não em áreas isoladas.
Se a imensa credibilidade do Alexandre, uma pessoa ímpar, acima da média, não bastar, vamos ver então um relato do saudoso jornalista e cronista Rubem Braga, de 1952:
...A princípio não reconheceu a velha Joaquina Maria, miúda, molhada, os braços magros luzindo, a cara aflita. Ela dizia coisas que ele não entendia; Mandou que entrasse. Há dois meses lavava sua roupa, e tudo o que sabia a seu respeito é que morava em algum barraco, em um morro perto da lagoa, e era doente. Sua história foi saindo aos poucos. O temporal derrubara o barraco, seu netinho, de oito anos, estava sob os escombros. Precisava de ajuda imediata, se lembrara dele.
- O menino está morto?
Ouviu a resposta afirmativa...
...Uma ruazinha que descia à esquerda era uma torrente de água enlameada. Mesmo que encontrasse algum telefone funcionando, sabia que não conseguiria naquela hora qualquer ajuda da polícia, nem de assistência, nem dos bombeiros; Havia desgraças em toda a cidade, bairros inteiros sem comunicação, perdidos debaixo da chuva...
...Encontrou a velha chorando baixinho.
-Dona. Ela ergue os olhos para ele, fixou-o numa pergunta aflitiva, como se ele fosse o responsável pela cidade, pelo mundo, pela organização inteira do mundo dos brancos. Disse à velha secamente, que tinha arrumado tudo para “amanhã de manhã”. Ela ainda o olhou com um ar desamparado – mas logo partiu na noite escura, sob a chuva, chorando, chorando.
Rubem Braga, Rio de Janeiro, agosto de 1952
O problema da chuva, principalmente no verão não é novo, o solo da região litorânea do Brasil, especialmente da região sudeste é fofo, pouco profundo e propício à erosão. Com a capa da Mata Atlântica retirada e o uso indiscriminado do solo, os perigos aumentam de forma terrível, é latente que algo irá acontecer. Todo ano centenas de pessoas morrem vítimas das chuvas. Só em 2011 foram mais 626 netos (até o momento) da velha Joaquina Maria que estão debaixo de escombros ou já foram retirados sem vida. A prevenção é a única forma de evitar tragédias, assim como o fim da hipocrisia dos governantes. Fevereiro está chegando, o carnaval em minha opinião não deveria acontecer neste ano, o país está de luto. Mas acontecerá, e ninguém mais se lembrará das vidas ceifadas pelo pouco caso das autoridades do Brasil. Eu quero ver a cara de pau de prefeitos, governadores e o escambau, de sambarem na avenida depois do que o Rio de Janeiro passou mais uma vez por uma desgraça, como no ano passado, e no outro, e no outro, e no outro...
Dilma sobrevoou a região atingida pela tragédia. Pergunto: Pra quê? Apenas para gastar a gasolina do helicóptero. A presença do Estado deve ser feita ao longo do ano e no socorro imediato. Não aquela vergonha que o Lula fez em 2010, para quem não se recorda ele demorou quase dois meses para liberar o dinheiro do socorro às vítimas. Sem vergonha isso sim. Enquanto isso as pessoas já se mobilizaram para pedir donativos pela internet e demais meios de comunicação, o que acho muito nobre, mas de fato o país tem reservas de sobra para custear tudo ali, eu disse tudo. Não “enviamos” milhões e milhões de dólares para o Fidel em Cuba? Cadê os comunistas do governo Lula que não fizeram a devida prevenção?
Por vezes eu me pergunto se não existe de fato mesmo uma indústria da tragédia no Brasil...
Daniel Gimenes, baseado em Alexandre Mauj e Rubem Braga








