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Grupo Arteiros realiza palestra sobre drogas

No último domingo (7) o grupo Arteiros realizou uma palestra sobre drogas, com apoio do Consulado Geral do Brasil em Hamamatsu, Portal Nippon, HICE (Fundação para Comunicação e Intercâmbio de Hamamatsu) e Centro Multicultural de Hamamatsu, a palestra contou com a presença de um policial encarregado do setor de narcóticos da polícia central de Hamamatsu, Sr. Atsushi Takada.

O policial falou sobre os tipos de drogas proibidas em território japonês e seus efeitos colaterais, além também de ter falado das punições previstas na legislação nipônica.

Segundo dados da polícia, nos últimos 3 anos 28 brasileiros foram presos portando drogas, sendo 9 detidos em 2007, 14 em 2008 e 5 em 2009.

As drogas mais comuns no Japão são: MDMA (Ecstasy), maconha, heroína, Cristal (kakuseizai) e cocaína.

A legislação de controle de drogas e estimulantes no Japão não permite possuir, usar, oferecer ou aceitar entorpecentes. Também é proibido a importação e exportação de drogas controladas, a pena máxima prevista é de prisão perpétua, mínima de 10 anos, ambas com trabalhos forçados.

No caso da maconha, é proibido cultivar, possuir, oferecer e aceitar, com pena máxima de 7 anos de prisão e mínima de 5 anos.

Quem for flagrado com heroína tem pena máxima de prisão perpétua, com trabalhos forçados e mínima de 10 anos também com trabalhos forçados, já quem for flagrado com ecstasy e cocaína a pena máxima é de 7 anos de prisão e mínima de 5 anos.

A legislação japonesa, diferente da brasileira não diferencia usuários e traficantes, ou seja, não há uma quantidade mínima prevista para redução da pena ou liberação do detido, porém quanto maior a quantidade que for encontrado com o detido, mais grave será sua punição.

 

Atsushi Takada do setor de narcóticos da polícia central de Hamamatsu

 

Apesar de a maioria da comunidade brasileira achar que todos os detidos por porte de drogas são deportados, o policial afirmou não saber de tal informação, pois não cabem a eles tomar essas decisões, o que eles fazem é encaminhar a ficha do detido para a imigração que decidirá se o autuado poderá ou não continuar em solo nipônico.

Daniel Oshiro, co-fundador e líder do grupo arteiros deu prosseguimento a palestra, deixando bem claro que a intenção do grupo não é proibir e nem estimular o uso de drogas, e sim alertar os efeitos e transtornos que elas causam, não apenas para os usuários, mas também para a família e amigos.

Daniel mostrou que pessoas importantes tanto do mundo artístico quanto do mundo cientifico já usaram e alguns foram defensores de algumas drogas, desmistificando o fato de que um usuário de drogas ser sempre marginal,o palestrante também apresentou as drogas mais comuns, sua origem e seus efeitos.

 

Daniel Oshiro líder do grupo Arteiros

 

Uma das questões levantadas por um dos participantes foi o que levaria os jovens a consumirem drogas, e apontou o estilo de vida que os imigrantes levam no Japão, que com a grande carga horária de serviço, são obrigados a deixarem seus filhos a maior parte do tempo sozinhos, o que facilitaria o acesso desses jovens as drogas, umas vez que os pais tem menos controle sobre os filhos, o representante da polícia concordou, porém, disse que infelizmente resolver isso não está ao alcance deles, já que se trata de um assunto de responsabilidade do governo.

No final da palestra foi exibido o filme Profissão MC, que mostra o Criolo Doido um rapper que precisa decidir entre entrar no tráfico de drogas ou seguir a carreira no rap, o filme é dirigido por Alessandro Buzo.


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