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Brasileiros no exterior fizeram menos remessas ao Brasil em 2009

Segundo o Banco Central, ano passado, 2009, foi registrado a maior queda em 11 anos no total de remessas enviadas ao Brasil por brasileiros que moram no Exterior – US$ 2,22 bilhões, uma queda de 23,6% em relação a 2008.

A crise financeira internacional é apontada como a principal explicação para a redução das remessas de pessoas físicas, tanto para a América Latina como para o Brasil.

O resultado é pior que a diminuição também registrada nas remessas enviadas por latinos que moram no exterior para a América Latina, que caíram 11% no ano passado, segundo o Banco Mundial.

Em muitos países em que os imigrantes vivem, o desemprego aumentou durante a crise. Esse é o caso, por exemplo, dos Estados Unidos.

No caso brasileiro, o resultado pode ainda ter sido agravado com a valorização do real frente ao dólar, que torna as remessas ao Brasil menos atraentes.

Diante de um real mais valorizado, brasileiros que vivem no exterior tendem a guardar suas economias no país onde residem, adiando o envio do dinheiro ao Brasil para quando a cotação estiver mais favorável.

Os residentes nos Estados Unidos enviaram 30% a menos de dinheiro ao Brasil no ano passado, enquanto os ingressos do Japão caíram ainda mais: 40%.

Os dois países concentram as principais colônias de brasileiros que vivem no exterior. Os Estados Unidos, por exemplo, responderam por 40% da quantia enviada ao Brasil em 2009, com US$ 894 milhões.

O maior volume de transferências registrado pelo Banco Central foi em 2008, quando os brasileiros no exterior enviaram US$ 2,9 bilhões ao Brasil. Naquele ano, houve uma tendência de valorização do dólar em relação à moeda brasileira.

Já o fluxo contrário apresentou um acréscimo de 6% em relação a 2008. Os estrangeiros que vivem no Brasil enviaram US$ 668,6 milhões a seus países de origem, o maior valor da série histórica do Banco Central, que começou em 1995.


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