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Brasileiros aprendem cozinhar em situações de emergência

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Tem sido constante em várias regiões do Japão as campanhas de prevenção e orientação sobre como agir em caso de catástrofes naturais, especialmente depois do terremoto e tsunami que devastaram a região Tohoku em 11 de março.

A prefeitura de Kakamigahara, em Gifu, tem estendido campanha preventiva a residentes brasileiros e no último domingo, 22 de maio, diretores, professores, alunos e pais de alunos do CENE - Centro Educacional Nova Etapa, tiveram treinamento.

A aula foi sobre como é feito o preparo de alimentos nos refúgios que abrigam vítimas de terremoto e tsunami. Os participantes tiveram a oportunidade de aprender que existe uma maneira simples e rápida, por exemplo, de se cozinhar o arroz.

O funcionário do setor de Prevenção a Desastres da Prefeitura de Kakamigahara, Nihei Masanari, mostrou embalagens plásticas, de um tipo especial resistente ao fogo. São saquinhos, chamados Haizex, em que o arroz é cozido.

Pais, alunos e professores do CENE Nova Etapa seguiram as orientações e prepararam o arroz – com água levemente salgada, colocada na mesma quantidade do arroz. O arroz utilizado é de um tipo que já vem lavado e que pode ser encontrado nos mercados. Em seguida a embalagem é amarrada na ponta, para não escapar a água .

As embalagens são colocadas em panela com água fervendo, e de acordo com Yasuda Keisuke, japonês que ajudou no treinamento, basta esperar 30 minutos para que o alimento fique pronto, como se tivesse sido preparado em panela elétrica. Depois de cozido é só deixar um pouco na água fria para abaixar a temperatura. Até uma criança consegue fazer seu próprio arroz.

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O brasileiro Thiago Tanaka que trabalha no Setor de Intercâmbio Cultural da prefeitura de Kakamigahara explica que no caso de tragédias, como a ocorrida em Tohoku, as vítimas refugiadas em abrigos temporários não contam a principio com muitas opções de alimentos, e nem meios de preparo. Por isso, de imediato, são convenientes as formas práticas de preparo do arroz, por exemplo.

Funcionário da Prefeitura há seis meses, Thiago ressalta que os residentes estrangeiros devem estar atentos às orientações preventivas sobre como agir em caso de terremotos. E precisam também saber onde estão localizados os abrigos temporários no bairro em que residem.

Geralmente as escolas e centros comunitários é que são designados como abrigos. Na escola Ryokuen Shoogakoo, em Kakamigahara, existe um contêiner abarrotado de utensílios e equipamentos de primeiros socorros. A cidade tem outras 17 escolas primárias, bem como o ginásio Inaha Chuugakoo, listados como áreas de refúgio em caso de calamidades.

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As autoridades reforçam a orientação aos estrangeiros para que mantenham em casa uma bolsa com artigos de emergência. O kit terremoto deve estar sempre em local de fácil acesso.

Além do treinamento relacionado a desastres naturais, o grupo brasileiro do CENE Nova Etapa também assistiu a palestra da Polícia de Gifu, que enfatizou a prevenção de crimes. A Central de Polícia de Kakamigahara tem um policial que viveu seis meses em São Paulo.

Shigueo Hori esteve no Brasil para estudar português, e disse que se esforça para se comunicar e estreitar o relacionamento com os brasileiros residentes locais.

De acordo com a diretora da escola CENE Nova Etapa, Neusa Imamura, é importante que os professores, pais e alunos, tenham estas orientações periódicas através das campanhas da Prefeitura ou mesmo da Polícia.

Segundo ela, é essencial para que saibam como agir e para que possam também orientar a outros que não tiveram a oportunidade de receber o treinamento.

Texto e fotos: Manoel Neto


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