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Brasileira, mãe de filha autista compartilha sua experiência em blog

autismo

Vanessa, brasileira residente no Japão, é mãe de uma menina autista, e teve a iniciativa de compartilhar sua experiência na internet, através de um blog e também no facebook. Na rede, ela conta curiosidades do cotidiano, a evolução de sua filha, e como descobriu que sua filha é autista.

A pedido do Portal Nippon, Vanessa gentilmente doou um pouco do seu tempo e conta a experiência que vive, e que pode ajudar muitas mães.

Meu nome é Vanessa e sou mãe de uma garotinha autista, desde Dezembro de 2012.

Quando você ouve falar em autismo qual a primeira coisa que lhe vem à cabeça? Na verdade nós só nos aprofundamos em algum assunto quando vivenciamos, e foi esse o meu caso.

Pra mim, autista era aquela criança que vive sempre isolada do mundo e que evitava contato com outras pessoas. Completamente errada.

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Existem vários graus de autismo, e talvez você até pode ter conhecido um autista e nem se deu conta.

Eu sempre notei que minha filha era diferente das outras crianças, sempre procurei uma resposta. Pediatras, fonoaudiologos e psicólogos.

Quando a criança é muito novinha, fica difícil fechar um diagnóstico correto, então não tive escolha a não ser esperar.

Nos hospitais e clínicas que eu tinha costume de levá-la, não tinha ala de psicologia e psiquiatria infantil. Sempre perguntava pra tradutora local, mas ela não sabia me informar. Foi quando tive a idéia de ir até a prefeitura da cidade (no caso, Toyota), e procurei assistência social e expliquei meu caso.

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Me indicaram um centro especializado em deficiência mental/física infantil.

À partir daí demos início a todo tratamento e terapias necessária até fecharmos o diagnóstico em Dezembro do ano passado.

É muito importante essa troca de informação. Por falta disso eu vivi anos angustiada sem saber as respostas pra tantas perguntas.

Pra nós brasileiros que moramos fora do país e não dominamos o idioma local, é sempre mais difícil ter acesso a certas informações. Mas aqui no Japão a maioria das prefeituras possuem tradutores, e qualquer dúvida que você possa ter sobre a cidade que você mora, hospitais, áreas de lazer, escola, empregos (etc...) você pode perguntar que com certeza eles vão ajudar.

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Se você é mãe ou parente de alguma criança que aparentemente tem o desenvolvimento alterado, procure ajuda.

Conheço muitos casos que a família se recusa procurar ajuda, afirma que o filho não tem nada. Não julgo nenhum caso porque sei que isso é realmente muito difícil e não são todas as pessoas que tem força o suficiente pra encarar de frente. Mas essa força pode aparecer quando você entender melhor o que seu filho tem.

Uma frase muito importante que li em vários artigos e escutei numa palestra, foi: "A sociedade vai tratar seu filho da mesma maneira que você tratar." Não sinta vergonha, não tenha preconceito, seja qual for a deficiência que seu filho possa ter.

No intuito de ajudar outras mães e parentes de autistas, fiz um blog relatando toda minha experiência desde o início. Estou disposta a responder qualquer pergunta que esteja ao meu alcance, através dos comentários ou por e mail.

Espero poder ajudar. Mesmo que for só por incentivo.

Contem comigo!


nossofilhoautista.blogspot.com.jp

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