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Dani Gimenes

Dani Gimenes

Professor de História e Geografia

Entusiasta do jornalismo há mais de dez anos

Renomado desconhecido

URL do website: http://www.portaldanigimenes.blogspot.com

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Sex, 30 de Março de 2012 21:03

A mocinha matinal

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Diariamente, quando estou no caminho entre a minha casa e estação de trem, na parte da manhã, encontro uma mocinha japonesa em alguma parte do caminho. São coisas que fazem parte da rotina de qualquer pessoa. Personagens. Eles sempre estão lá. Uns mais duradouros, outros mais efêmeros, alguns por apenas um dia. Mas a mocinha da manhã, da minha caminhada até a estação, sempre está lá.

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Nos últimos dias eu até que estava otimista. O Brasil parecia estar de fato melhorando, pelo menos em questão de justiça. Não, nada de relevância aconteceu, nenhuma rebelião para a tomada do congresso, nenhum deputado foi enforcado em praça pública ou linchado. Eu me refiro ao caso da pobre moça Eloá, no qual o seu assassino, o ex-namorado Lindemberg Alves Fernandes, este mesmo com nome de laboratório alemão, foi condenado até a próxima era glacial. Claro, ele só cumprirá 30 anos de cadeia pela lei brasileira. A advogada do meliante deu uma entrevista afirmando que o sujeito é trabalhador, honesto, e boa pessoa. É... Deviam prender advogados como esta senhora, pois ofensa ao cérebro das pessoas também deveria ser crime também.

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O desabamento dos três edifícios no Rio de Janeiro semana passada, me fez mais uma vez não acreditar em meus olhos e ouvidos. Três prédios simplesmente desabaram, o principal deles com 20 andares... Simplesmente caem, matam, e sabe de uma coisa, vai ficar por isso mesmo... O engenheiro responsável pela obra, o Sr. Paulo Sérgio da Cunha Brasil (que sobrenome mais apropriado) já está tentando tirar o dele da reta. Desmentiu as testemunhas com a maior arrogância e prepotência do mundo, falou que não foi contratado para a obra... Cadê os órgãos sexuais competentes para tratar uma tragédia como esta com o rigor que ela merece? Eu disse órgão sexual mesmo, pois é apenas com isto que os políticos, presidentes, diretores e sabe-se mais lá o que neste país parecem se preocupar.

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Longe de mim querer afirmar que apenas no Brasil acontecem coisas bizarras, graças a Deus temos China, Japão e Estados Unidos para dividir a fama conosco, segundo as últimas notícias veiculadas no Globo.com, é claro. Mas, que este último caso da simulação de assassinato com ketchup, ocorrido na megalópole de Pindobaçu em Caetano Veloso state, beirou o cúmulo do ridículo.

Explicando melhor, um sujeito foi contratado para passar a peixeira em uma quenga arretada. A infeliz da contratante pagaria a fabulosa quantia de 1000 reais para que o cabra macho desse cabo da pobre coitada, que segundo ela, esta com gracinhas com seu “home”. Pois bem, no meio do caminho tudo mudou, Carlos Roberto de Jesus, vai vendo, de Jesus, imagine se fosse do capeta... Pois então, o jagunço de esquina se engraçou com a tal da vítima, a distinta Iranildes Arruda. Os dois então capricharam no “nheco nheco”, e resolveram pegar a grana do “serviço” e rachar entre eles. Para tanto, precisavam formalizar o trato com uma foto do “presunto”. Nada mais natural que fingir o assassinato, com a suposta vítima parecendo um Misto-Quente afogado em ketchup.

Com tamanha engenhosidade, a dupla enviou a foto para a contratante, que pagou o valor combinado e depois foi informada que a quenga estava vivinha da silva, ou melhor, da Arruda. Foi então que Nilza Pereira Simões, uma psicopata de vila, resolveu defender seus direitos conforme o código de defesa do consumidor. Foi até o forte mais próximo e reclamou com o Xerife que tinha sido roubada. Investigação vai e vem, logo descobriram que a “Nirza” era na verdade a mandante do crime que não ocorreu. Pois bem, resolveram prendê-la por tentativa de assassinato e os dois pombinhos, agora ricos, com uma poupança de 500 reais cada, indiciados por estelionato.

Ricos e presos, o casal agora deve pensar em como administrar a fortuna repartida entre ambos enquanto estiverem no xadrez, claro, para fazer um pé de meia para quando saírem. Ficarão espertos obviamente com a dona “Nirza”, pois das duas uma, ou ela pode pagar os serviços de alguma “empresa” de matadores de “aluguer” mais competente, ou ela denuncia o Carlos Roberto do Capeta no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Imagine só a cena, a “Nirza” chegando com um vestido preto, com estampas de girassóis, no balcão do órgão genital público e diz:

“Óia aqui uma coisa seu moço, quero denunciá um cabra da peste que não trouxe a defunta e ainda levou a bolada. Ou vosmicê dá conta de prender o safado ou eu mesmo passo a peixeira nos dois!”.

É isso aí, Brasil sil sil sil!  

Daniel Gimenes

Qua, 11 de Janeiro de 2012 09:37

As diferenças entre ricos! e pobres.

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As diferenças começam logo no ponto que acompanha o nome de cada um. A palavra rico recebe um ponto de exclamação na maioria dos casos em que é usada ao final de uma frase, quer um exemplo? Então tá:

-Fulano ficou rico! Riquíssimo!

Pois bem, no caso do pobre:

-Beltrano é pobre.

Veja bem, enquanto ser rico é algo notável, a ponto de receber uma exclamação, ser pobre é ponto final e não se fala mais nisso.

Talvez do que o pobre mais deva se ressentir, deva ser o fato da principal e mais notada diferença da grafia usada para diferenciar sua classe social para a dos ricos seja apenas uma letra. Isso mesmo, pobre é com P no início, se fosse rico, teria N, de nobre! Olha aqui o ponto de exclamação mais uma vez! E outra!

Continuando a sopa de letrinhas (que rico nenhum come, mas quem foi pobre comeu e muito na infância), vou fazer aqui uma analogia entre como as palavras que diferenciam pobres e ricos, que usam as mesmas letras em seu final, mesmo semelhantes fazem toda a diferença. 

Vejamos, no caso do “ando” temos:

Enquanto o rico está passeando, o pobre está trabalhando. Enquanto o rico está gastando, o pobre está quebrando. Enquanto o rico está amando, o pobre está chorando. Enquanto os ricos param no meio do shopping e ficam papeando, os pobres se fizerem o mesmo acabam apanhando. Um pobre quando vê um rico fica babando, enquanto o rico para um pobre está cagando.

Outro caso interessante é o do “ado”, vejamos:

Filho de rico é mimado, filho de pobre é coitado. Rico até fica viciado, mas só pobre é condenado. Enquanto rico é presenteado, o pobre é usurpado. Filho de rico é abonado, filho de pobre é menor abandonado. Rico é bem aventurado, pobre é um ferrado.

Também não posso me esquecer do “endo”, veja só:

Enquanto o rico está enriquecendo, o pobre está empobrecendo. Com o passar do tempo o rico vai se fortalecendo, enquanto o pobre vai enfraquecendo. Enquanto o rico está crescendo, o pobre vai se rendendo. E enfim, enquanto dos pobres os ricos vão se esquecendo, os pobres nas mãos dos ricos vão se fudendo...

Daniel Gimenes, pobre.

Ter, 18 de Outubro de 2011 17:08

Elogio aos medíocres – Jegue Osias

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Em uma fazenda no interior de Minas, na verdade um sítio, mas... Sendo sincero mesmo, uma chacrinha, vive um jegue teimoso. Chamado pelo dono da chacrinha de Osias, o jegue, burro que só ele, mal sabe pastar. Na verdade nem pasto de qualidade a chacrinha possui, uma verdadeira espelunca. Só resta um pouco de mato espinhento, em meio ao solo arenoso e mal tratado. Para Osias, jegue burro e medíocre, tanto faz, está bom até demais. Claro, nada de errado para um jegue de visão limitada e inteligência inexistente.

Lembro-me de quando era garoto, de classe média baixa, como a maioria da população brasileira. Nesta época as sandálias Havaianas eram tidas e havidas como "chinelo de pobre". A maioria da garotada corria de possuir uma, eu também. Parece estranho dizer isso, mas possuir uma sandália Havaiana era como usar um "crachá" de pobre algumas décadas atrás. Era a época do Rider e seus chinelos coloridos que davam um chulé de amargar, mas mesmo assim eram de "elite". As sandálias Havaianas permaneceram desta forma, humildes, durante muitas décadas, e apesar de fortes campanhas publicitárias, ela não subia os degraus da "sociedade". O tempo foi passando, o Brasil foi ganhando destaque no mundo e a marca, após passar por um processo de modernização de sua linha, ganhou as elites do país e do planeta.

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As legítimas!

Ter, 09 de Agosto de 2011 20:51

Democracia...

democracia

Esta palavra simples e de fácil compreensão vem sendo constantemente deturpada pelos poderosos mandatários dos países latino-americanos. Tais deturpações conferem uma pantomima ao jogo político de continente, no qual a população pensa que de fato participa, e os governantes fingem que governam para o povo, função pelas quais foram eleitos. Hugo Chavez através de pressão política, pagamento de propinas, prisão e até mesmo assassinato de opositores muda a constituição da Venezuela ao seu bel prazer. Chavez se perpetua no poder com seus ultrapassados ideais de fazer a revolução bolivariana para as Américas, seguindo premissas comunistas de ditadores como Stalin e os ideais de alguns inconsequentes como Che Guevara.

Qui, 28 de Julho de 2011 10:26

O cara ruim de bola

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Se existe algo que todo brasileiro que se preze deva saber fazer bem, é jogar futebol. Desde que começa a dar os primeiros passos, os meninos já começam a correr e chutar uma bola, ou qualquer objeto que seja remotamente esférico. A habilidade para driblar também começa a ser treinada logo cedo, podem acreditar, todos temos um Garrincha dentro de nós. Os treinos costumam ser realizados sempre que o garoto apronta alguma. A habilidade para correr da mãe que está com o chinelo na mão, desviando de móveis enquanto aplica alguns “olés” na velha é sensacional. Tal habilidade é extraordinária, chega até a ser um fenômeno, pode perguntar para qualquer Ronaldo. Tais fundamentos fazem toda a diferença na hora de entrar em campo. Criança comportada dificilmente se torna um grande jogador de futebol.

Sex, 24 de Junho de 2011 21:18

O que temos de aturar no Brasil...

Cada vez mais eu me pego pensando até onde vai o limite da falta de vergonha na cara dos nossos políticos. Que já roubam em demasia, que não possuem caráter, que são falsos e por aí vai, isso já é de consenso público. As manobras que fazem nos bastidores então, na cara de todos, é algo que me faz perder o norte, perder na verdade a esperança de que algo ou que alguém possa vir a tentar melhorar o país de fato. Para falar a verdade ainda não sei por que tenho alguma esperança. Será que sou uma espécie de Jó, assim como a maior parte do povo brasileiro?

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