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Fugindo da Hipocrisia
Qua, 22 de Fevereiro de 2012 09:18

Onde já se viu matar por legítima defesa, cadeia nele!

Escrito por Dani Gimenes

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Nos últimos dias eu até que estava otimista. O Brasil parecia estar de fato melhorando, pelo menos em questão de justiça. Não, nada de relevância aconteceu, nenhuma rebelião para a tomada do congresso, nenhum deputado foi enforcado em praça pública ou linchado. Eu me refiro ao caso da pobre moça Eloá, no qual o seu assassino, o ex-namorado Lindemberg Alves Fernandes, este mesmo com nome de laboratório alemão, foi condenado até a próxima era glacial. Claro, ele só cumprirá 30 anos de cadeia pela lei brasileira. A advogada do meliante deu uma entrevista afirmando que o sujeito é trabalhador, honesto, e boa pessoa. É... Deviam prender advogados como esta senhora, pois ofensa ao cérebro das pessoas também deveria ser crime também.

Qua, 18 de Janeiro de 2012 10:16

Entre outras mil, és tu, Brasil, ó pátria amada!

Escrito por Dani Gimenes

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Longe de mim querer afirmar que apenas no Brasil acontecem coisas bizarras, graças a Deus temos China, Japão e Estados Unidos para dividir a fama conosco, segundo as últimas notícias veiculadas no Globo.com, é claro. Mas, que este último caso da simulação de assassinato com ketchup, ocorrido na megalópole de Pindobaçu em Caetano Veloso state, beirou o cúmulo do ridículo.

Explicando melhor, um sujeito foi contratado para passar a peixeira em uma quenga arretada. A infeliz da contratante pagaria a fabulosa quantia de 1000 reais para que o cabra macho desse cabo da pobre coitada, que segundo ela, esta com gracinhas com seu “home”. Pois bem, no meio do caminho tudo mudou, Carlos Roberto de Jesus, vai vendo, de Jesus, imagine se fosse do capeta... Pois então, o jagunço de esquina se engraçou com a tal da vítima, a distinta Iranildes Arruda. Os dois então capricharam no “nheco nheco”, e resolveram pegar a grana do “serviço” e rachar entre eles. Para tanto, precisavam formalizar o trato com uma foto do “presunto”. Nada mais natural que fingir o assassinato, com a suposta vítima parecendo um Misto-Quente afogado em ketchup.

Com tamanha engenhosidade, a dupla enviou a foto para a contratante, que pagou o valor combinado e depois foi informada que a quenga estava vivinha da silva, ou melhor, da Arruda. Foi então que Nilza Pereira Simões, uma psicopata de vila, resolveu defender seus direitos conforme o código de defesa do consumidor. Foi até o forte mais próximo e reclamou com o Xerife que tinha sido roubada. Investigação vai e vem, logo descobriram que a “Nirza” era na verdade a mandante do crime que não ocorreu. Pois bem, resolveram prendê-la por tentativa de assassinato e os dois pombinhos, agora ricos, com uma poupança de 500 reais cada, indiciados por estelionato.

Ricos e presos, o casal agora deve pensar em como administrar a fortuna repartida entre ambos enquanto estiverem no xadrez, claro, para fazer um pé de meia para quando saírem. Ficarão espertos obviamente com a dona “Nirza”, pois das duas uma, ou ela pode pagar os serviços de alguma “empresa” de matadores de “aluguer” mais competente, ou ela denuncia o Carlos Roberto do Capeta no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Imagine só a cena, a “Nirza” chegando com um vestido preto, com estampas de girassóis, no balcão do órgão genital público e diz:

“Óia aqui uma coisa seu moço, quero denunciá um cabra da peste que não trouxe a defunta e ainda levou a bolada. Ou vosmicê dá conta de prender o safado ou eu mesmo passo a peixeira nos dois!”.

É isso aí, Brasil sil sil sil!  

Daniel Gimenes

Qua, 11 de Janeiro de 2012 09:37

As diferenças entre ricos! e pobres.

Escrito por Dani Gimenes

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As diferenças começam logo no ponto que acompanha o nome de cada um. A palavra rico recebe um ponto de exclamação na maioria dos casos em que é usada ao final de uma frase, quer um exemplo? Então tá:

-Fulano ficou rico! Riquíssimo!

Pois bem, no caso do pobre:

-Beltrano é pobre.

Veja bem, enquanto ser rico é algo notável, a ponto de receber uma exclamação, ser pobre é ponto final e não se fala mais nisso.

Talvez do que o pobre mais deva se ressentir, deva ser o fato da principal e mais notada diferença da grafia usada para diferenciar sua classe social para a dos ricos seja apenas uma letra. Isso mesmo, pobre é com P no início, se fosse rico, teria N, de nobre! Olha aqui o ponto de exclamação mais uma vez! E outra!

Continuando a sopa de letrinhas (que rico nenhum come, mas quem foi pobre comeu e muito na infância), vou fazer aqui uma analogia entre como as palavras que diferenciam pobres e ricos, que usam as mesmas letras em seu final, mesmo semelhantes fazem toda a diferença. 

Vejamos, no caso do “ando” temos:

Enquanto o rico está passeando, o pobre está trabalhando. Enquanto o rico está gastando, o pobre está quebrando. Enquanto o rico está amando, o pobre está chorando. Enquanto os ricos param no meio do shopping e ficam papeando, os pobres se fizerem o mesmo acabam apanhando. Um pobre quando vê um rico fica babando, enquanto o rico para um pobre está cagando.

Outro caso interessante é o do “ado”, vejamos:

Filho de rico é mimado, filho de pobre é coitado. Rico até fica viciado, mas só pobre é condenado. Enquanto rico é presenteado, o pobre é usurpado. Filho de rico é abonado, filho de pobre é menor abandonado. Rico é bem aventurado, pobre é um ferrado.

Também não posso me esquecer do “endo”, veja só:

Enquanto o rico está enriquecendo, o pobre está empobrecendo. Com o passar do tempo o rico vai se fortalecendo, enquanto o pobre vai enfraquecendo. Enquanto o rico está crescendo, o pobre vai se rendendo. E enfim, enquanto dos pobres os ricos vão se esquecendo, os pobres nas mãos dos ricos vão se fudendo...

Daniel Gimenes, pobre.

Lembro-me de quando era garoto, de classe média baixa, como a maioria da população brasileira. Nesta época as sandálias Havaianas eram tidas e havidas como "chinelo de pobre". A maioria da garotada corria de possuir uma, eu também. Parece estranho dizer isso, mas possuir uma sandália Havaiana era como usar um "crachá" de pobre algumas décadas atrás. Era a época do Rider e seus chinelos coloridos que davam um chulé de amargar, mas mesmo assim eram de "elite". As sandálias Havaianas permaneceram desta forma, humildes, durante muitas décadas, e apesar de fortes campanhas publicitárias, ela não subia os degraus da "sociedade". O tempo foi passando, o Brasil foi ganhando destaque no mundo e a marca, após passar por um processo de modernização de sua linha, ganhou as elites do país e do planeta.

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As legítimas!

Qui, 28 de Julho de 2011 10:26

O cara ruim de bola

Escrito por Dani Gimenes

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Se existe algo que todo brasileiro que se preze deva saber fazer bem, é jogar futebol. Desde que começa a dar os primeiros passos, os meninos já começam a correr e chutar uma bola, ou qualquer objeto que seja remotamente esférico. A habilidade para driblar também começa a ser treinada logo cedo, podem acreditar, todos temos um Garrincha dentro de nós. Os treinos costumam ser realizados sempre que o garoto apronta alguma. A habilidade para correr da mãe que está com o chinelo na mão, desviando de móveis enquanto aplica alguns “olés” na velha é sensacional. Tal habilidade é extraordinária, chega até a ser um fenômeno, pode perguntar para qualquer Ronaldo. Tais fundamentos fazem toda a diferença na hora de entrar em campo. Criança comportada dificilmente se torna um grande jogador de futebol.

Sex, 24 de Junho de 2011 21:18

O que temos de aturar no Brasil...

Escrito por Dani Gimenes

Cada vez mais eu me pego pensando até onde vai o limite da falta de vergonha na cara dos nossos políticos. Que já roubam em demasia, que não possuem caráter, que são falsos e por aí vai, isso já é de consenso público. As manobras que fazem nos bastidores então, na cara de todos, é algo que me faz perder o norte, perder na verdade a esperança de que algo ou que alguém possa vir a tentar melhorar o país de fato. Para falar a verdade ainda não sei por que tenho alguma esperança. Será que sou uma espécie de Jó, assim como a maior parte do povo brasileiro?

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Qua, 18 de Maio de 2011 18:34

A ignorância e a inveja como filosofia de vida

Escrito por Dani Gimenes

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Desde os tempos mais antigos, sempre que alguém ascendia socialmente, principalmente quando esta ascensão é pautada no talento, trabalho e honestidade, uma legião de idiotas supostamente “influentes” trata de minar o esforço alheio. A troco do quê? Apenas pelo prazer, principalmente quando estão em rodinhas com outros idiotas destilarem o veneno e se vangloriar do feito. Que instinto é este? Se é que podemos chamar de instinto. que levam as pessoas a querer o mal das demais sem ao menos conviver? Sem ao menos que esta pessoa lhe tenha feito alguma coisa? Que falta de educação, caráter e ética faz com seres desprovidos de visão de alma, pensem que este diminuto planeta carregado de vícios seja o limite entre a existência e as respectivas realizações? A pergunta é longa, e a resposta pode gerar teses e mais teses, mas o óbvio é que apenas uma palavra pode responder a isso: Natureza. Isso mesmo, quando o cabra nasce ruim, dificilmente concerta, é o que é, será e incomodará, prejudicará e irá confabular pelo resto da mísera vida que leva. Pode até obter sucesso e dinheiro, mas nunca terá o respeito verdadeiro, e terá contas a acertar quando aqui não mais estiver.

Qui, 07 de Abril de 2011 10:13

Crônica - Farinha

Escrito por Dani Gimenes

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Matéria prima básica para a fabricação do pão e um incontável número de alimentos. A farinha nos alimenta, não só o corpo, mas a alma também. Existem diversos tipos de farinha, de milho, de mandioca, mas é a farinha branca que sustenta a humanidade desde os tempos antigos.

Está faltando farinha, a padaria não funciona sem farinha. Sem ela o padeiro não tem como fazer o pão. O povo, apesar deste fato, continua a frequentar a padaria sem farinha. Levam apenas um saco de pães vazio, sem a preciosa farinha o pão simplesmente não existe. O padeiro, apesar de saber que no saco não tem pão nenhum, atesta a qualidade do pãozinho de vento que ele coloca nos sacos vazios. Aliás, o padeiro, pressionado pelo proprietário da padaria, ainda tem de elogiar o pãozinho de vento, garantido que não engorda de forma alguma. O consumidor que olha e nada enxerga, vê apenas um vazio enorme, que somados a outros, aos poucos esvaziam seu juízo e senso de correção, além da própria alma.

Até quando será que os consumidores irão continuar comprando sacos vazios e enganar o estômago com pães de vento? Pode até ser que a farinha chegue e então, amanhã, os consumidores perceberão que a farinha existe de fato. Quem sabe uma ou outra pessoa cobrará pelos pães atrasados. O coitado do padeiro terá que se desdobrar para fazer tantos pães de uma só vez. Os consumidores talvez nem sintam direito o gosto de tantos pães que terão de engolir. O tempo irá passar, os consumidores possivelmente se esquecerão do pão de vento. Agora tem farinha de sobra para todos, apesar desta ser de uma qualidade pior que a anterior, é de praxe, faz parte do sistema como um todo.

O proprietário da padaria continuará ganhando seu dinheiro, vendendo pães com ou sem farinha. O padeiro esforçado, que fez os pães de vento, mesmo a contragosto a mando do patrão, agora faz pães com farinha. A reputação do padeiro acabou sendo atingida, já não é mais a mesma. Mesmo assim ele continuará a fazer deliciosos pães quentinhos todos os dias.

Daniel Gimenes

terremoto

Venho aqui passar a situação do dia a dia das pessoas, e principalmente dos brasileiros de uma maneira em geral nas províncias que não foram atingidas pelo terremoto diretamente, e das quais ainda estão fora de perigo de qualquer tipo de radiação nuclear. Vivo na pequena e pacata cidade de Takahama, região da grande Nagoia, trabalho em uma escola para crianças brasileiras na cidade de Toyota. Pela televisão vimos o tsunami carregando tudo o que encontrava pela frente, e de fato, passamos neste momento a temer que o terremoto, pela força que apresentou, desencadeasse mais tremores, que passaram a ser uma rotina quase que diária até terça-feira passada, dia 15. Hoje estamos mais tranquilos com relação aos abalos, porém as pessoas estão estocando comida e água para alguma eventualidade, e a situação da usina de Fukushima ainda nos preocupa muito. Alguns brasileiros já marcaram a passagem de volta, mas acredito que será precipitado da parte da maioria pelo menos, pois a tranquilidade em nossa região, local de maior concentração de brasileiros é grande, apesar de tudo. Segue abaixo, portanto, o meu ponto de vista de como está sendo o dia a dia nas regiões com maior quantidade de brasileiros residentes. Espero poder acalmar algumas famílias com o relato, e de fato, ajudar a quem precise de informações deste tipo.

O dia-a-dia do cidadão
Na verdade, a sensação que o cidadão tem no dia a dia aqui na região de Nagoia, é que mesmo estando longe, não estamos completamente seguros, por assim dizer estamos sentindo muito medo e nos precavendo para alguma eventualidade, apesar da aparente tranquilidade que existe entre os nipônicos. Não conseguimos nem sequer desligar a televisão ou deixar de acessar sites da internet que tratam sobre o assunto e divulgam avisos de tremores quando ocorrem. Existe a possibilidade das placas das quais nossas regiões estão assentadas virem a sofrer algum abalo acima de 7 graus na escala Richter até o final da semana, por isso estamos tomando todo o cuidado e organizando o kit contra terremotos, com mochila contendo água, comida e roupas. Evitamos ligar o gás em casa, a preocupação é constante.

Alterações à normal circulação de pessoas e bens
Não estamos notando nesta região alguma alteração significativa na circulação de pessoas, tudo parece extremamente tranquilo entre os japoneses. Eles são bem comedidos, não demonstram muito sentimento, porém ao conversarmos com alguns, estão tão preocupados como nós brasileiros, mas bem calmos.  Algumas fábricas estão paradas por precaução, principalmente a Toyota aqui em nossa região, em virtude disso diminuiu um pouco a quantidade de pessoas que pegam o mesmo trem que eu, por exemplo, todos os dias pela manhã para ir ao trabalho.

Disponibilidade de bens de consumo básicos, electricidade, água, comida
As autoridades japonesas são altamente confiáveis, porém em caso de um grande terremoto tememos estragos materiais, como casas e prédios desabando que coloque em risco nossa integridade física. Apesar do alto nível de segurança das construções japonesas, principalmente as mais novas. Em virtude dos problemas energéticos, o governo japonês está racionando energia elétrica em algumas províncias, e possivelmente seremos afetados nos próximos dias pelo racionamento. As pessoas estão estocando alimentos, e já está difícil encontrar água mineral e outros alimentos básicos mesmo em regiões que não foram afetadas materialmente pelo terremoto, como aqui na província de Aichi. Mas o abastecimento tende a se normalizar com a diminuição da tensão.

Sentimento geral da população
O sentimento geral da população é de tristeza e aceitação da realidade a que estão submetidos os japoneses, é o país deles, lidam com isso há muitos anos e sabem que mais cedo ou mais tarde terão de lidar com problemas deste tipo. Entre nós brasileiros o sentimento é de certa revolta, pois estamos desde 2008 vivendo os efeitos da crise financeira mundial, passamos pela epidemia da gripe do porco e agora o terrível terremoto. Muitos dos brasileiros já pensam em voltar para o Brasil o mais rápido possível, inclusive a mídia brasileira já relatou casos de pessoas que já retornaram ao nosso país. Mas a grande maioria dos brasileiros está empenhado a ajudar em tudo que puderem as autoridades japonesas, com doações financeiras e de alimentos.

Confiança nas garantias oficiais
As autoridades japonesas sempre foram extremamente honestas, sempre agem com justiça e orienta muito bem a população em casos de desastres, independente de serem japoneses, brasileiros, chineses ou qualquer outra nacionalidade. No tocante às questões nucleares, apesar do governo passar a impressão de minimizar o impacto das explosões que ocorreram ou possam ocorrer na usina de Fukushima, não conseguimos confiar nas palavras oficiais, e de fato, tememos que algo pior venha a acontecer. A impressão que temos é que a situação na usina está fora de controle, aí alguns resolvem ir embora rapidamente com medo de algum perigo maior.

Maior medo depois de tudo o que já aconteceu
O maior medo que temos agora é de que algum novo tremor forte aconteça, principalmente em nossa região, e claro, com a segurança de todas as pessoas nas áreas mais atingidas do país, bem como com a usina nuclear de Fukushima. Alguns brasileiros já começam a se preocupar se as firmas das quais trabalham irão manter a produção após o pior ter passado e se conseguirão manter os empregos.

Atenciosamente, Daniel Gimenes

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